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Lançamento "Despertar de Cthulu"

November 3, 2016

 

Entrevista com Raphael Fernandes - Editor do Despertar de Cthulu da Editora Draco
 

Hilton Rocha: Fale um pouco sobre a editora Draco.

Raphael Fernandes: A Editora Draco é apaixonada pela cultura pop e publica quadrinhos e literatura originais feitos especialmente para o público brasileiro. Em seu catálogo destacam-se obras dos gêneros terror, fantasia e ficção científica, muitas delas premiadas e cultuadas por fãs de ficção fantástica.

 

HR: Fale um pouco sobre você.

RF: Sou formado em História pela USP, mas só fui feliz quando me descobri roteirista e editor de quadrinhos. Em especial da Editora Draco e da revista MAD. Ganhei o Troféu HQMix de Roteirista Novo Talento (2013) e Minissérie (2016) pela HQ policial Ditadura No Ar. Também editei outras quatro publicações ganhadoras do Troféu: O Rei Amarelo em Quadrinhos (Publicação Mix, 2016), Quack - Patadas Voadoras (Mangá, 2016), Steampunk Ladies (Roterista Novo Talento, 2016), Gibi Quântico 1 (Publicação Mix, 2015). Tenho publicado roteiros em diversas coletâneas (Imaginários em Quadrinhos, O Despertar de Cthulhu), livros de RPG (Abismo Infinito, Terra Devastada, Cosa Nostra) e quadrinhos independentes (Ida e Volta). Fiz um Catarse que foi sucedido em lançar Apagão, uma série em quadrinhos sobre gangues em uma São Paulo pós-blecaute.

 

HR: Como funciona esse processo de edição?

RF: O processo de edição normalmente começa da aprovação do conceito da história até a divulgação. Passando por um acompanhamento de todas as fases de produção: argumento, roteiro, arte, finalização, revisão, impressão e entrega do produto para os distribuidores. É importante ressaltar que fazer quadrinhos é um trabalho feito por muitas pessoas que raramente estão juntas. É solitário, mas é coletivo.

 

HR: Vocês interferem muito no texto ou no formato da obra de interesse?

RF: Depende do texto. A questão não é interferir, mas deixar o projeto com a melhor qualidade possível para o nosso público. Temos um espírito Draco para produzir nossas histórias, buscamos autores que tenham afinidade com nosso estilo, mas algumas pessoas precisaram se adaptar. Outra questão é que trabalhamos tanto com autores que tenham alguma experiência como novatos. Alguns precisam de mais ajuda do que outros. Acho importantíssima a presença do editor na produção, como um aliado, para chegar a um bom resultado e não como um invasor interferindo na imaculada obra de alguém.

 

HR: Até qual etapa do processo vai o trabalho do editor?

RF: Do começo ao fim da produção. No caso de uma editora pequena como a nossa, a participação segue na divulgação e até no planejamento de marketing e do comercial.

 

HR: No caso de " O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos", como foi o processo de escolha dos autores?

RF: O Airton Marinho foi meu editor assistente e fez uma pré-análise de todos os projetos enviados. Todos foram lidos e foram classificados entre adequados, inadequados e precisando de ajustes. Como já temos um corpo de autores que vem produzindo para a Draco, fiz uma seleção de histórias desse pessoal e somei ao que veio de produção externa avaliada pelo Airton. Fiz uma reavaliação de tudo pra ver se algo havia escapado, daí resgatei algumas coias que tinham relação com o objetivo final que eu tinha pra coletânea. Basicamente, eu seleciono as histórias com diversos critérios: Qualidade, Originalidade, Utilidade (preencher algum tipo de carência do conjunto) e Subversão.

 

HR: Você acha que no Brasil o número de editores de quadrinhos ainda é pouco?

RF: O número de editores vem crescido de maneira bem interessante, porém, o problema maior é que o número de leitores precisa crescer muito mais. Ainda são poucos que saem um pouco do esquemão: Marvel, DC, Walking Dead e MSP. No entanto, sou otimista e vejo que cada vez mais as pessoas tem conhecido o nosso trabalho. Fico feliz de saber que muita gente descobriu o interesse pelo quadrinho através das nossas publicações.

 

HR: As obras independentes perdem muita qualidade por não serem editadas?

RF: Essa é uma pergunta muito relativa, como eu disse, cada autor está em um grau diferente de maturidade artística. Existem projetos independentes que são de fazer inveja a qualquer editor, porém, a grande maioria carece uma orientação editorial para conquistar um espaço maior entre os leitores. Tudo tem sua função e o mercado independente é um ótimo laboratório para quem está começando ou quer fazer experimentações "não comerciais".

 

HR: O que você espera do mercado de quadrinhos Brasileiros depois desses tempos de maior valorização e investimento de um produto nacional?

RF: Desejo do fundo do meu coração que essa produção se torne bastante popular e a maioria das pessoas leia quadrinhos. Com isso, novos tipos de quadrinhos vão surgir para atender ao grande público e todo mundo tem a ganhar com isso.

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