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Por que um Dia da Mulher?

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O objetivo do Dia da Mulher, em todos os países em que foi suscitado, era de reconhecer o trabalho das mulheres e trazer à tona a discussão da falta de direitos e a desigualdade em relação aos homens em mesmas posições e condições. E mesmo essa discussão sendo iniciada à mais de 100 anos ainda hoje é necessário manter a memória histórica, pois é uma luta que ainda não chegou ao fim. No Brasil ainda existe essa desigualdade em relação ao mercado de trabalho, salários e uma retrógrada mentalidade estruturada na sociedade, que ainda dificulta o diálogo. Porém, muita coisa já mudou e evoluiu nesse tempo, as mulheres já conquistaram espaço e voz e temos exemplos incríveis de mulheres que mudaram o rumo da história.

 

Reservamos este mês para lembrarmos, contribuirmos com o diálogo e darmos espaço para apresentar algumas artistas, para que pensemos o verdadeiro significado deste dia dia e levemos uma nova forma de pensar a mulher na sociedade.

 

A primeira intenção de instituir o Dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. E o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho.

 

Durante os anos, o dia desta comemoração passou por várias datas, escolhidas por assembléias e eventos pelo mundo, sempre reivindicando mudanças em leis trabalhistas e direitos em relação às mulheres.

 

Em 25 de março de 1911, um i

 

ncêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é com frequência desde a década de 1950 erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

 

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil que passavam fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heroica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977. A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de gênero no tratamento de notícias na comunicação social mundial.


Fontes:
A woman's place is in the revolution. Elizabeth Schulte conta a pouco conhecida história do Dia Internacional da Mulher. 8 de março de 2011.
Cinderela M. F. Caldeira. «Dia Internacional da Mulher». Revista Espaço Aberto. Usp.br

Conquistas na luta e no luto. Ao contrário do que ressalta o imaginário feminista, o 8 de março não surgiu a partir de um incêndio nos Estados Unidos, mas foi fruto do acúmulo de mobilizações no começo do século passado. Por Maíra Kubík Mano. História viva.

 

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