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A Importância do FIQ para BH

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Esta semana foi publicada a programação da Prefeitura de Belo Horizonte para o ano de 2017 e quão foi a triste surpresa de não encontrar o nome do FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos no programa. O órgão fez propaganda sobre a cidade multicultural(1) ao mesmo tempo que desprezou o maior evento de quadrinhos do país, de acordo com o próprio site da prefeitura (2), que ocorre a cada dois anos, desde 1999, trazendo público de vários estados, além de autores convidados nacionais e internacionais.
 

Na edição anterior, em 2015, os lançamentos mostraram um aumento considerável de novas publicações. Convidados e expositores, foram mais de 500 quadrinistas, divididos em 31 estandes e 123 mesas, entre eles Maurício de Sousa, Jeff Smith (EUA), Gail Simone (EUA), Cameron Stewart (Canadá), Amy Chu (EUA), Howard Chaykin (EUA) e muitos mineiros de destaque nacional e internacional, como Eduardo Pansica, os irmãos Vitor e Lu Caffagi, Laura Athayde, Duke e Lelis, além de renomados artistas nacionais como Marcelo D’Salete, Shiko, Fernanda Nia e Bianca Pinheiro. A programação reuniu uma série de atividades para públicos diversos. Entre os destaques, além da exposição para Cedraz, as mostras “Alves: Cerrado em Quadrinhos”, reunião da produção do artista mineiro sobre um dos nossos grandes biomas, “Heroica”, que reúne cinco ilustradoras reinterpretando cinco personagens femininas, heroínas e vilãs, e “A Ciência dos Super-Heróis”, na qual cinco desenhistas e uma equipe de cientistas se reúnem para redesenhar os personagens Hulk, Flash, Homem de Ferro e Mulher Invisível sob a luz do conhecimento científico atual.(2)
 

Além de um evento em ascensão, assim como a área de quadrinhos e ilustração em Belo Horizonte, a contribuição do FIQ não se limita à apenas o evento em si. O FIQ ofereceu uma rodada de negócios em parceria com o Sebrae-MG, possibilitando o encontro de artistas com representantes de 12 editoras nacionais e agentes e 200 quadrinistas. Outros destaques foram: a mesa inédita com o tema dos quadrinhos inclusivos, o Duelo HQ (experiência realizada na Gibicon de Curitiba e que agora ganha Belo Horizonte), além das oficinas que trouxeram oportunidades de ampliar conhecimentos tanto para iniciantes quanto para quem já tem experiência em quadrinhos. O auditório Mateus Gandara, por sua vez, foi o ponto de encontro para bate-papos, debates e atividades interativas, além de um encontro de Mauricio de Sousa com os fãs. A Gibiteca disponibilizou centenas de títulos, dos mais variados gêneros.(2) Fomentando, assim, também o crescimento econômico na área.
 

Mas a importância deste evento não para por aí, também foi oferecido uma programação paralela com dois eventos: o Faísca - Mercado Gráfico, feira que contempla as artes gráficas e que foi realizado sob o Viaduto Santa Tereza e o Traço – Desenho e Música Ao Vivo no Sesc Palladium, que recebeu também a mesa “Livros para todos”(2). E durante o ano de 2016, aconteceu a Temporada FIQ, com o evento Lady´s Comics, em que foi discutido o lugar de fala da mulher na área dos quadrinhos, o FIQ Jovem, que foi uma iniciativa de formação de novos quadrinistas dando foco à representatividade no meio e o lançamento do material produzido ao final desse curso, e o catálogo do FIQ 2015 com participação de diversos quadrinistas proeminentes na área.
 

E além da indiscutível relevância para a área de quadrinhos no Brasil, o FIQ demonstra, através dos números, ser um evento economicamente muito interessante para o turismo e representação de BH para o mundo. Com um público de 77 mil pessoas,  convidados nacionais: 112;  Internacionais: 16;  Países participantes: EUA, França, Alemanha, Costa do Marfim, Reino Unido e Portugal. E contribuição econômica e cultural direta, com visitação escolar de 80 escolas das redes municipal, estadual e particular de BH e região com a presença de cerca de 4200 estudantes e geração de cerca de 500 empregos diretos e indiretos, em suas etapas de pré-produção e produção.(2)
 

Desde 2012 o Estúdio Black Ink vem participado das edições do FIQ, onde houve lançamentos de vários títulos, tanto de profissionais como dos alunos e confirmamos na prática a importância do evento para os quadrinistas em Belo Horizonte, e seu fim pode significar uma tragédia cultural para a cidade. Não deixar o festival morrer é um dever de todos!  #ficaFIQ
 

Fonte:

  1. Publicação da Prefeitura de Belo Horizonte no Facebook https://www.facebook.com/prefeiturabh/photos/a.194067617322316.52444.141985452530533/1446707998724932/?type=3&theater

  2. Programação Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte em 2015 http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/sites/bhfazcultura.pbh.gov.br/files/downloads/Relat%C3%B3rio%202015%20Vers%C3%A3o%20Final%2001-04-16.pdf

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